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Recife das Sorveterias
As sorveterias do Recife, nos anos 50, eram bastante procuradas, sobretudo após as sessões dos cinemas São Luiz, Moderno, Art Palácio e Trianon. Infelizmente, os mesmos não mais funcionam. Nos feriados e aos domingos, além dos cinemas no centro da cidade, o pessoal tinha o costume de olhar as vitrines das principais lojas das ruas Nova, Imperatriz e Palma.
Segundo Mário Sette em seu livro “Arruar”, página 264: “ No século passado as pastelarias e sorveterias vulgarizavam-se no Recife. Sobretudo o sorvete, deliciosa novidade da época, quando o gelo ainda vinha de fora. As famílias iam-se acostumando a tomá-lo, embora em salas especiais com toda a decência.”
A sorveteria mais conhecida e procurada era a Gemba, que pertencia ao japonês Heiji Gemba, e funcionava, inicialmente, na Praça Joaquim Nabuco, perto do Cinema Moderno. Em meados da década de 40, com a declaração de guerra do Brasil aos países do Eixo, a sorveteria foi maldosamente depredada, com grandes prejuízos para o japonês e para os outros comerciantes alemães e italianos, aqui estabelecidos, que não tinham nada a ver com a II Guerra Mundial (sic).
Na década de 50, a Gemba reabriu na Rua da Aurora, número 31, próxima ao Cinema São Luiz. Mas, já nos anos 60, com o início da decadência do movimento econômico-social da cidade, o então tradicional estabelecimento deixou de funcionar.
Outra sorveteria bem freqüentada era a Pérola, bem próxima, também, do então Cinema Moderno. Hoje com características diferentes funciona mais como bar, sob a direção de Hercolina Cortizo, filha do espanhol Soladino Cortizo Gonzaga.
“Deus uniu Dois Irmãos”, a frase inspirou os donos da Sorveteria Dudi, que funcionou durante os anos 50 ao lado da residência do Comandante da 7ª Região Militar, Parque 13 de Maio e da loja de Móveis que tinha representante no Nordeste das famosas camas “Patente”. Nos anos 60, a sorveteria deixou de funcionar.
A Sorveteria Botijinha funcionava na Rua Matias de Albuquerque, 146. Seu primeiro proprietário Carlos Pena, era pai do poeta Carlos Pena Filho. Foi um lugar frequentado por pessoas da elite recifense, isto é, até o início dos anos 60. Até recentemente, funcionava exclusivamente como bar, mas esse ano, foi totalmente fechado, permanecendo ali o “Fiteiro Cultural”, que era seu vizinho de número 145.
José Calvino
Recife das Sorveterias
As sorveterias do Recife, nos anos 50, eram bastante procuradas, sobretudo após as sessões dos cinemas São Luiz, Moderno, Art Palácio e Trianon. Infelizmente, os mesmos não mais funcionam. Nos feriados e aos domingos, além dos cinemas no centro da cidade, o pessoal tinha o costume de olhar as vitrines das principais lojas das ruas Nova, Imperatriz e Palma.
Segundo Mário Sette em seu livro “Arruar”, página 264: “ No século passado as pastelarias e sorveterias vulgarizavam-se no Recife. Sobretudo o sorvete, deliciosa novidade da época, quando o gelo ainda vinha de fora. As famílias iam-se acostumando a tomá-lo, embora em salas especiais com toda a decência.”
A sorveteria mais conhecida e procurada era a Gemba, que pertencia ao japonês Heiji Gemba, e funcionava, inicialmente, na Praça Joaquim Nabuco, perto do Cinema Moderno. Em meados da década de 40, com a declaração de guerra do Brasil aos países do Eixo, a sorveteria foi maldosamente depredada, com grandes prejuízos para o japonês e para os outros comerciantes alemães e italianos, aqui estabelecidos, que não tinham nada a ver com a II Guerra Mundial (sic).
Na década de 50, a Gemba reabriu na Rua da Aurora, número 31, próxima ao Cinema São Luiz. Mas, já nos anos 60, com o início da decadência do movimento econômico-social da cidade, o então tradicional estabelecimento deixou de funcionar.
Outra sorveteria bem freqüentada era a Pérola, bem próxima, também, do então Cinema Moderno. Hoje com características diferentes funciona mais como bar, sob a direção de Hercolina Cortizo, filha do espanhol Soladino Cortizo Gonzaga.
“Deus uniu Dois Irmãos”, a frase inspirou os donos da Sorveteria Dudi, que funcionou durante os anos 50 ao lado da residência do Comandante da 7ª Região Militar, Parque 13 de Maio e da loja de Móveis que tinha representante no Nordeste das famosas camas “Patente”. Nos anos 60, a sorveteria deixou de funcionar.
A Sorveteria Botijinha funcionava na Rua Matias de Albuquerque, 146. Seu primeiro proprietário Carlos Pena, era pai do poeta Carlos Pena Filho. Foi um lugar frequentado por pessoas da elite recifense, isto é, até o início dos anos 60. Até recentemente, funcionava exclusivamente como bar, mas esse ano, foi totalmente fechado, permanecendo ali o “Fiteiro Cultural”, que era seu vizinho de número 145.
José Calvino







